5 de Novembro
O avião, vindo de sobrevoar a Turquia, aponta ao norte do Chipre e depois vira rapidamente para sul, evitando o espaço aéreo inimigo, e desce toda a costa desde o norte do Líbano até Tel Aviv. Vejo as luzinhas pela janela… E tenho que confessar que é com emoção que aterro em Israel. Contrariando as previsões, nenhum problema no controle de passaporte. Umas quantas perguntas: “Qual o motivo da visita? Venho fazer ciência!!”, “Já tem alojamento? Sim, nos dormitórios da Universidade”, “É a primeira vez que visita Israel? SIM!”, “Esteve no Egipto? NÃO!”, “Conhece alguém em Israel? Um rapazinho que conheci no Chile”, “Qual é o nome dele? Hagay”, “Muito bem, pode seguir”. Em poucos segundos estou a apanhar um taxi para o centro de Tel Aviv. Pelo caminho percebo quem é o vencedor das eleições americanas, não porque entenda alguma coisa de hebraico mas porque oiço repetidamente no rádio Obama, Obama…
Antes das 10:00h da manhã já estou na estação dos comboios. Vou para Beer Sheva, no deserto do Negev. Controle de passaporte e bagagens para entrar na estação. O comboio é daqueles com dois andares, nunca andei num destes, é giro! Assim que se começa a sair de Tel Aviv em direcção a sul, a terra árida, as árvores secas, os camelos e as cabras começam a moldar a paisagem. Uma hora e meia mais tarde, estou na capital do Negev. Perco uma hora na Universidade às voltas com a mala das rodinhas…, até perceber que o meu destino fica a 40 minutos de carro, ainda mais para sul. Com a fome a apertar e o calor a aumentar, enfio-me no primeiro taxi que vejo, “Quanto custa ir até Sde Boqer Midreshet? 180 Shekel. Está bem”. Directo e conciso. O que vale é que esta malta toda fala/entende inglês... Depois de começar a achar que já não faltava muito para chegar à Faixa de Gaza, lá entramos no Campus. Procuro o edifício de Biologia, saio do carro para apontar a seta com o nome, o motorista (com um rabo de cavalo a apanhar a meia dúzia de cabelos que tem) fala em Hebraico, eu falo em Inglês, ele diz Don’t wory, don’t wory!! Enfim chego, instalo-me. Tenho um quarto na Guest House. Deito-me com uma enorme dor de cabeça, acho que foi por não ter bebido café hoje.
O avião, vindo de sobrevoar a Turquia, aponta ao norte do Chipre e depois vira rapidamente para sul, evitando o espaço aéreo inimigo, e desce toda a costa desde o norte do Líbano até Tel Aviv. Vejo as luzinhas pela janela… E tenho que confessar que é com emoção que aterro em Israel. Contrariando as previsões, nenhum problema no controle de passaporte. Umas quantas perguntas: “Qual o motivo da visita? Venho fazer ciência!!”, “Já tem alojamento? Sim, nos dormitórios da Universidade”, “É a primeira vez que visita Israel? SIM!”, “Esteve no Egipto? NÃO!”, “Conhece alguém em Israel? Um rapazinho que conheci no Chile”, “Qual é o nome dele? Hagay”, “Muito bem, pode seguir”. Em poucos segundos estou a apanhar um taxi para o centro de Tel Aviv. Pelo caminho percebo quem é o vencedor das eleições americanas, não porque entenda alguma coisa de hebraico mas porque oiço repetidamente no rádio Obama, Obama…
Antes das 10:00h da manhã já estou na estação dos comboios. Vou para Beer Sheva, no deserto do Negev. Controle de passaporte e bagagens para entrar na estação. O comboio é daqueles com dois andares, nunca andei num destes, é giro! Assim que se começa a sair de Tel Aviv em direcção a sul, a terra árida, as árvores secas, os camelos e as cabras começam a moldar a paisagem. Uma hora e meia mais tarde, estou na capital do Negev. Perco uma hora na Universidade às voltas com a mala das rodinhas…, até perceber que o meu destino fica a 40 minutos de carro, ainda mais para sul. Com a fome a apertar e o calor a aumentar, enfio-me no primeiro taxi que vejo, “Quanto custa ir até Sde Boqer Midreshet? 180 Shekel. Está bem”. Directo e conciso. O que vale é que esta malta toda fala/entende inglês... Depois de começar a achar que já não faltava muito para chegar à Faixa de Gaza, lá entramos no Campus. Procuro o edifício de Biologia, saio do carro para apontar a seta com o nome, o motorista (com um rabo de cavalo a apanhar a meia dúzia de cabelos que tem) fala em Hebraico, eu falo em Inglês, ele diz Don’t wory, don’t wory!! Enfim chego, instalo-me. Tenho um quarto na Guest House. Deito-me com uma enorme dor de cabeça, acho que foi por não ter bebido café hoje.
O edifício de Biologia, onde estou a fazer ciência!
O interior do edifício. Sim, são árvores verdadeiras!
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