sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Beer Sheva, capital do Negev

Eram 9:00h e já eu estava na paragem do autocarro à saída do campus, prontinha para um dia de visita a Beer Sheva. Cheguei lá por volta das 10h, e às 13h já estava de novo na paragem para apanhar o autocarro de volta para o campus. Motivo da rapidez do regresso: a cidade não tem nada de especial para ver, e é pouco agradável para passear. Tirando alguns edifícios modernos e arquitectónicamente apelativos, o resto das habitações são feiosas e degradadas, as ruas são, em geral, desorganizadas, sujas e cheiram mal (não admira, os israelitas passam a vida a cuspir para o chão!). Estava com grandes expectativas em relação à capital do deserto, mas fiquei desiludida. É uma pena. Beer Sheva é talvez uma das cidades mais antigas do mundo, havendo registos da sua ocupação em 4000 a.c..



Mas tem um McDonalds!



Um dos locais de interesse da cidade é a Turkish Bridge, restos da ocupação turca otomana na região durante o séc. XIX. O problema com este sítio é que, aquilo que parece ser uma linda cascata a escorrer nos degraus por baixo da ponte otomana, não passa de um ribeiro/esgoto a verter uma água branco-leitosa nojenta (deve estar carregadinha de nutrientes, porque há imensas algas verdes à volta... coisas de bióloga).





Outro dos locais de interesse é o Abraham's Well, que data de 2000 a.c., mas infelizmente não consegui dar com o raio do poço!
Por onde quer que se ande vê-se MUITOS militares, e com armas. E para entrar em determinados locais (shoppings, bancos, lojas, estações) é preciso passar por um posto de controlo, onde um militar revista a mala e passa o detector de metais. Vê-se também muitas mulheres com lenço e alguns árabes.
No caminho entre o campus e Beer Sheva há vários aglomerados de barracas (acampamentos tipo ciganos) que suponho sejam das comunidades beduínas que aqui residem também. Aí, havia camelos amarrados às casas como se fosses cavalos... A paisagem é sempre desértica, mas é bonita. Eu gosto de paisagens monótonas, descansam-me o cérebro. De certa forma, esta paisagem faz-me lembrar parte da Patagónia.

Na viagem de regresso para o campus, uma rapariga de lenço começou a vociferar qualquer coisa para mim e a apontar para cima e eu... don't speak hebrew, I'm sorry... coitadita, ela queria simplesmente que eu tocasse a campainha para ela sair na próxima paragem... Só posso concluir que não tenho ar de "bifa" no Médio Oriente, porque já várias pessoas se dirigiram à minha pessoa a falar em hebraico.

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6 comentários:

  1. trás amostras para nós! :) Pois ainda bem que não tens ar de bifa! há sitios onde deve ser melhor passar despercebido...
    Monya

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  2. Sim, sim, eu gosto de passar por nativa, dá sempre mais jeito do que passar por "bifa", chateiam menos :)

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  3. tu tens que arranjar um camelo para saires dai ao sabado!! sera que nao alugam camelos? ;)

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  4. Eh pá, e tenho mesmo! E conduzir o camelo havia de ser uma experiência tão fascinante como a de conduzir um carro em Tel Aviv. Ouvi dizer que aquilo é só para masoquistas...

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  5. llooollll, essa do camelo foi linda!

    ja te estou a ver a preencheres os papeis para o seguro contra todos para o camelo!

    olha, qual e a diferenca horaria?

    Sofia

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  6. Aqui é mais uma hora que aí, e mais duas que em Portugal.

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